A defesa da teoria por Romé se apresenta por meio de uma proposta singular e inédita, escrita em consonância com o problema de conjuntura relacionado às questões do feminismo e do anti-imperialismo. A leitura sintomal sobre a defesa de Marx por um “tempo de tempos”, uma “estrutura de estruturas”, convoca, então, o materialismo dialético à análise conjuntural, não esquecendo que, sendo sempre sobredeterminadas, as relações são relações de primados; nesse sentido, o primado da prática sobre a teoria conclui que não há futuro – nem para o feminismo nem para o anti-imperialismo – sem Marx. É essa aposta teórica que alarga em muito o campo de leitores que poderão ser impactados pela leitura desta obra, que interessa tanto a quem atua no campo da filosofia quanto a quem se inscreve no campo das ciências sociais e de linguagem. (Luciana Iost Vinhas e Mónica Graciela Zoppi Fontana, da Apresentação)
Natalia Romé é professora titular na Faculdade de Ciências Sociais da Universidade de Buenos Aires e professora adjunta na Faculdade de Artes da Universidade Nacional de La Plata, na Argentina. É pesquisadora do Instituto de Investigaciones Gino Germani da Universidade de Buenos Aires e atuou como professora visitante na Universidade de Milano Bicocca (Itália), na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp, Brasil) e no Collège International de Philosophie (França).
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