A obra A escola capitalista na França levanta uma série de indagações que remetem, no plano mais geral, à problematização da ideia de igualdade entre os cidadãos, proclamada tão pomposamente na divisa da Revolução Francesa. O título da obra, já revelador de sua abordagem marxista, levanta o véu que encobre o real funcionamento do sistema escolar francês e demonstra como este contribui para a reprodução das relações de produção capitalistas e para a inculcação da ideologia dominante. Sob a máscara da “Escola Única”, esse sistema se divide, de fato, em duas redes de escolarização antagônicas: uma destinada à formação de intelectuais e da elite, e a outra voltada aos filhos e às filhas do proletariado, mantendo-os(as) na subalternidade. A leitura da obra de Baudelot e Establet é um convite à reflexão sobre a atualidade dessa análise realizada na década de 1970. O sistema escolar capitalista está marcado pela divisão de classes, e não apenas na França. Selma Venco
Christian Baudelot (1938, França), especialista em educação e sociologia do trabalho, é professor emérito de sociologia da Escola Normal Superior (École Normale Supérieure, Paris). Roger Establet (1938, França), estudioso da sociologia da educação, é professor emérito da Universidade de Provença.
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